Receitas

Comida florida: veja como usar flores e deixe seu prato com ar de primavera

Sergio Crusco

Colaboração para o UOL, em São Paulo

01/12/2015 15h32

A gente vê as flores nas páginas de gastronomia da internet, nos menus dos restaurantes bacanas, no Instagram daquela chef incrível... E se pergunta: será que posso conseguir o mesmo efeito florido?

De fato, não é muito comum encontrar flores comestíveis nos mercados e quitandas, a não ser em endereços mais especializados, como mercados gourmet ou grandes entrepostos de hortifrutis, como o Ceagesp, em São Paulo. Mas a procura por elas pelo consumidor doméstico vem aumentando e é só questão de tempo para que elas estejam em mais pontos de venda.

E o que fazer com elas? Ideias não faltam: você pode decorar aquele bolo de festa com flores multicoloridas, incrementar a salada com pétalas ou até dar um toque surpreendente à tapioca de um café da manhã especial. Mas é preciso tomar alguns cuidados antes de decorar a comida com flores. Há algumas espécies tóxicas (como lírios, azaleias, narcisos) e, mesmo entre as não tóxicas, há aquelas que não são próprias para o consumo, por conterem muitos pesticidas.

“Cerca de 85% das flores existentes no mundo são comestíveis, mas o que as diferencia é a forma de cultivo. As flores precisam ser tratadas como alimentos, com manejo orgânico, diferentemente das que são produzidas para decorar ambientes, sem controle adequado de agrotóxicos”, diz a produtora Déborah Gaiotto, da Fazenda Santa Maria, especializada no cultivo de flores comestíveis.

Isso quer dizer que é perigoso pegar qualquer flor bonita que se vê no caminho e colocá-la no prato. É fundamental saber se a espécie é própria para o consumo e qual a procedência do produto. E mesmo as cultivadas para esse fim precisam ser tratadas com delicadeza. “Elas devem ser manuseadas e limpas com cuidado, de preferência sem água corrente e sim com um borrifador. É bom sempre observar seu interior para detectar insetos muito pequenos ou alguma sujeirinha”, ensina o chef Giuliano Secco, que usa muitas flores em seus pratos no restaurante C La Vie, em Curitiba.

Como cultivar
Se você tem espaço em casa ou mesmo no apartamento, pode ser muito divertido (e colorido) cultivar suas próprias flores comestíveis. Os cuidados com ao comprar mudas e sementes devem ser os mesmos de quando se escolhe a planta crescida – conheça a origem e as práticas do fornecedor.

Ao escolher as espécies que vai plantar, é importante buscar informações sobre as formas de manejo mais detalhadas de cada uma. Mas, de maneira geral, é preciso regar diariamente, de duas a três vezes por dia (no calor) e apenas uma vez (no frio). “Temos de alimentar o solo uma vez por semana para preservar o sabor e as propriedades das plantas. O grau de dificuldade é médio, mas é muito gratificante você mesmo produzir as flores para comer”, diz Déborah Gaiotto.

Conheça abaixo algumas das espécies mais populares entre os chefs e quais suas características.

  • Imagem: Ezyê Moleda/Folhapress
    Ezyê Moleda/Folhapress
    Imagem: Ezyê Moleda/Folhapress

    Capuchinha (Tropaeolum majus)

    Em tons que vão do amarelo ao vermelho, tem sabor picante, semelhante ao do agrião, e pode ser usada em saladas ou entradas frias para acrescentar sabor.

  • Imagem: Thinkstock
    Thinkstock
    Imagem: Thinkstock

    Amor-perfeito (Viola tricolor)

    Vem em várias cores: vermelho, amarelo, azul, roxo... Tem leve sabor adocicado e pode ser usada em saladas, risotos e sobremesas.

  • Imagem: Rodolfo Geiser/ Divulgação
    Rodolfo Geiser/ Divulgação
    Imagem: Rodolfo Geiser/ Divulgação

    Mini Rosa (Rosa chinensis)

    Carregadas de significado romântico, as rosinhas podem ser usadas para aromatizar águas e geleias, decorar bolos, doces e coquetéis.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Borragem ou Borago (Borago officinalis)

    Ela tem um sabor que remete a ostras, por isso brilha em pratos com peixes e frutos do mar. Mas é bem versátil e pode guarnecer salgados e doces.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Calêndula (Calendula officinalis)

    Mais conhecida como flor medicinal por seu poder anti-inflamatório, tem sabor suave. Suas pétalas podem ser polvilhadas em saladas, risotos e doces.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Flor-de-mel (Lobularia maritima)

    Ela tem mesmo sabor e aroma de mel. Fica ótima decorando mousses ou em pratos salgados, quando se quer dar um toque agridoce ao preparo.

  • Imagem: Divulgação/Instituto Emater
    Divulgação/Instituto Emater
    Imagem: Divulgação/Instituto Emater

    Flor de Camomila (Matricaria recutita)

    Popular nos chás calmantes, essa flor aromática também pode entrar no preparo de saladas, contrastando com os sabores ácidos do vinagre e do limão.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Flor de jambu (Spilantes Oleraceae L.)

    Assim como as folhas de jambu, muito usadas na culinária paraense, suas flores também fazer adormecer a boca. Boa para decorar pratos regionais.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Flor de lavanda (Lavandula officinalis)

    Bem aromática, pode ser servida em chás e finalizar sobremesas (que tal no arroz doce?). Seca, pode ser usada na massa de bolos ou para aromatizar assados.

  • Imagem: Getty Images
    Getty Images
    Imagem: Getty Images

    Cravina (Dianthus barbatus)

    Use apenas as pétalas, pois a parte verde tem gosto amargo. Ela fica bem com folhas verdes e também na salada de frutas, já que tem sabor bem adocidado.

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