Receitas

Restaurante é única opção de serviço no entorno da Arena Pernambuco

Camilla Costa

Enviada especial da BBC Brasil a Recife

17/06/2013 11h05

Um enorme Fuleco inflável, o mascote da Copa do Mundo 2014, enfeita a entrada do restaurante Bode do Mundinho, em Recife, a alternativa aos que não conseguem entrar na Arena Pernambuco, mas querem permanecer nas imediações. É o único estabelecimento para onde é possível ir caminhando da Arena, cujo entorno tem somente terrenos vazios ou em obras.

Na noite de domingo, a partida entre Espanha e Uruguai era exibida em duas TVs para uma casa cheia. A maioria do público, no entanto, não parecia especialmente entusiasmada com a vitória espanhola por 2 a 1 - eram policiais rodoviários federais que jantavam e passavam o tempo até a hora de voltarem ao trabalho, na saída dos torcedores. "Eu queria ter colocado dois telões, mas não consegui por causa da chuva", disse à BBC Brasil Edmundo Severino de Lima, de 47 anos, o proprietário do restaurante. "Mas no próximo jogo vai estar aqui."

O restaurante de Lima ficava do outro lado da BR-232, em um espaço que hoje pertence à Arena Pernambuco. "Tive que sair de lá e me pagaram R$ 430 mil. Aí comprei o terreno aqui perto, porque a clientela já me conhecia daqui", explica.

'Espanhol, gringo e japonês'

O empresário e cozinheiro comemora a construção da Arena em São Lourenço da Mata e diz que "o governo do Estado está de parabéns". "Vai desengarrafar a cidade. Imagine um estádio com esse fluxo de carros. A cidade ia parar em peso", afirma.

Para a Copa, ele diz que está se preparando para "receber o maior número de clientes da imaginação". Os estrangeiros, "espanhol, gringo e japonês", já começaram a aparecer e podem até influenciar o cardápio de comida nordestina. "Vou ver se tem algo diferenciado que eles gostam."

No final da partida, o Bode do Mundinho teve mais um horário de pico -- seu estacionamento serviu como alternativa ao oficial da Fifa e a entrada do restaurante se tornou uma parada informal do único ônibus que leva até o metrô Rodoviária -- a oficial, mais perto da Arena, é também mais deserta.

"Quando eu comecei aqui, eu parecia um preá (pequeno roedor) se escondendo no meio do mato. Não confiaram na minha visão, diziam: 'Quem é aquele doido construindo ali?' Hoje o preá cresceu, virou um elefante", diz, sorridente.

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