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Vinho do Porto vai bem como aperitivo ou com a sobremesa; veja receitas fáceis com a bebida

Heloisa Lupinacci/Folhapress
Taças com vinhos produzidos na cidade do Porto, em Portugal Imagem: Heloisa Lupinacci/Folhapress

Ana Maiellaro

Do UOL, em São Paulo

31/05/2013 16h18

Gosta de vinhos doces e potentes? Vá de Porto. A bebida, classificada como vinho fortificado é um dos ícones do mundo enogastronômico. Em Portugal, é tradição servi-la como aperitivo, antes das refeições, para abrir o apetite. Mas também fica perfeita na hora da sobremesa, fazendo par com tortas e doces à base de chocolate.

Só pode receber a denominação “do Porto”, a bebida que for produzida na região do Douro, no norte de Portugal, a 100 km do Porto. “Os vinhos do Porto dividem-se em três grandes grupos: Tawny, Ruby e Branco”, diz o sommelier Manuel Luz, da Wine (wine.com.br), empresa de e-commerce que vende vinhos pela internet. “O branco é o que tem a menor produção, e é o mais difícil de encontrar no Brasil. É mais doce, mas tem a mesma força dos outros.” De acordo com o IVDP –Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto– há também Portos Rosés, menos comuns.

Entre Ruby e Tawny, a diferença é o tempo de envelhecimento em barrica. “Os primeiros são engarrafados jovens, ficam de 2 a 3 anos nos toneis de carvalho. Já os Tawny só vão para a garrafa quando estão bem maduros, depois de pelo menos sete anos de barrica”, afirma o sommelier. Estes são os de sabor mais pronunciado e complexo. “Por incrível que pareça, são um pouco mais leves do que os Ruby, justamente pelo tempo de envelhecimento.”

No caso dos brancos, o tempo de barrica também é de cerca de 2 anos. “Existem os brancos Dry, meio secos, e os Lágrima, que na prática são vinhos quase licorosos em termos de sabor.” Em geral, são usadas cerca de 30 uvas portuguesas na elaboração dos Portos. Touriga nacional, tinta roriz, touriga franca, tinta amarela e tinta francisca são as principais.

Drinques, doces e queijos

A diferença básica entre um Porto e um vinho tradicional é a adição de aguardente ao seu preparo, o que aumenta consideravelmente o teor alcoólico da bebida –em geral, de 19 a 22% de álcool, contra os 14%, em média, dos vinhos comuns, de acordo com o IVDP.

Por ser naturalmente mais doce, vai bem na composição de drinques, caso do Portonic, servido no bar Aconchego Carioca, com casas no Rio e em São Paulo, que combina Porto branco e água tônica. Na hora de harmonizar, o Porto é imbatível com sobremesas e queijos.

Para Manuel Luz, o Tawny vai bem com tortas de massa amanteigada, como as feitas com nozes-pecãs e as pastieras di grano. “O Ruby eu serviria com doces na linha dos brownies e mousses bem concentradas de chocolate amargo”, ensina o sommelier.

No caso do branco, o ideal, segundo o especialista, é combiná-lo não com doces, mas com castanhas, amêndoas e outros petiscos. É um vinho ideal para a hora do aperitivo. “Em Portugal, o Porto é a bebida de abre a refeição. O pessoal toma um cálice antes do almoço e logo chega a comida”, diz Luz. Portos também acompanham bem a parte de charutos e tabacarias, além de casar com queijos de sabores intensos. “Tanto o Ruby quanto o Tawny ficam bons com gorgonzola, roquefort, stilton, além do clássico serra da Estrela”, ensina Luz.

Em termos de preços, é possível encontrar bons exemplares no Brasil a partir de R$ 50. Há marcas clássicas e conhecidas mundialmente, como a Dow’s, a Real Companhia Velha e a Sandeman. “Claro que existem os vintages safrados, que custam muito mais. Um Quinta do Noval, feito com uvas de vinhedos selecionados, barricas especiais e técnicas de preparo manuais, pode chegar a 1000 euros. E dura 60, 80, 100 anos”, diz o sommelier.

Para conservar

- Depois de abertos, os Portos ficam bem por cerca de 10 dias na geladeira, diferente das 24 horas dos rótulos tradicionais.

- Se a garrafa for grande demais e sobrar vinho, use-o para preparar receitas de sobremesas ou mesmo salgadas. “eles vão bem em reduções, caldas ou  misturado ao chocolate derretido”, ensina o sommelier.

- Este tipo de vinho pode surpreender também em pratos salgados. “Galeto assado com vinho do Porto Branco também é uma ótima sugestão, já que a ave adquire um sabor caramelizado”, finaliza Luz.

Veja ao lado três sugestões de receitas com vinho do Porto

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