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Brasileiros participam de campeonato mundial de sommelier de cerveja

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Karl Schiffner (E) e Sebastian Priller-Riegele, vencedores de 2009 e 2011 do Campeonato Mundial de Sommeliers de Cerveja Imagem: Divulgação

Anna Fagundes

do UOL, em São Paulo

09/09/2013 18h21

A terceira edição do Campeonato Mundial de Sommelier de Cervejas, que acontece nos dias 14 e 15 de setembro em Munique (Alemanha), vai contar com uma delegação brasileira recorde.

O país conta com dez representantes -entre os 58 profissionais de todo o mundo- que irão disputar o prêmio de melhor especialista na bebida.

A competição, que acontece a cada dois anos, é organizada pela Doemens Akademie, escola alemã que forma sommeliers de cerveja e tem um curso sobre o assunto em parceria com o Senac São Paulo.

O evento também serve como um aquecimento para a Drinktec, maior feira do setor de bebidas no mundo, e que acontece na cidade alemã de 16  a 20 de setembro.

Para participar da competição, que conta com com provas escritas e práticas de degustação, é preciso ter se formado pela Doemens Akademie.  A Alemanha terá 20 competidores no evento, selecionados em uma prova preliminar ocorrida em fevereiro deste ano. Países como Japão e Porto Rico estão competindo pela primeira vez ao lado de nações cervejeiras tradicionais, como Aústria, República Tcheca e Holanda.

"Estamos avançados na formação de sommeliers de cerveja", explica o sommelier Raimundo Padilha, membro da delegação brasileira. "A primeira turma foi formada em 2010, enquanto os Estados Unidos, cujo mercado de cervejas especiais é muito mais avançado que o nosso, só formou o primeiro grupo com certificação internacional em 2012".

Prova difícil

A equipe verde-amarela foi escolhida depois de análise de currículo feita pela Doemens, após uma pré-seleção dos chefes da delegação, os mestres-cervejeiros Cilene Saorin e Herbert Schumacher. A primeira participação do Brasil foi em 2011, com um grupo de cinco sommeliers. 

Para Luiz Antônio Caropreso, professor do Senac e um dos representantes brasileiros no campeonato, a delegação nacional vai competir em pé de igualdade com os concorrentes de outros países. “A gente estudou na mesma escola, com o mesmo material didático. A única coisa que poderia fazer alguma diferença é o idioma, já que as provas são em alemão ou inglês”, explica ele.

Já Tatiana Spogis, que também faz parte da delegação, espera que o Brasil consiga uma boa classificação geral no evento. “A prova é de um nível altíssimo e todos os participantes são top de linha em seus países de origem. É um campeonato muito difícil, e chegar às semifinais já seria um grande destaque”, festeja.

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