Receitas

Restaurantes de ponta abrem mão de formalidades e personalizam experiência

Cortesia S. Pellegrino World's 50 Best Restaurants/ Divulgação
El Celler de Can Roca, na Espanha, eleito o melhor do mundo em 2013, pela revista britânica "Restaurant" Imagem: Cortesia S. Pellegrino World's 50 Best Restaurants/ Divulgação

Relax News

30/11/2013 16h05

Editor-chefe da revista Restaurant, William Drew sabe bem quais as qualidades essenciais para que um restaurante seja elencado entre os 50 Melhores Restaurantes do Mundo, ranking feito pela publicação que ele comanda. Confira a entrevista.

Relaxnews: As expectativas dos clientes em relação aos restaurantes de alto padrão mudaram?

William Drew: Sim, as expectativas dos clientes vêm evoluindo há muitos anos. Fica claro que as pessoas que procuram esses restaurantes dão cada vez menos importância à etiqueta e ao consenso tradicional do que é considerado um serviço de qualidade. Essas formalidades hoje são consideradas ultrapassadas. A tendência atualmente é outra: os clientes estão cada vez mais propensos a interagir com os chefes e funcionários e esse contato humano torna a experiência mais rica e interessante.

Conheça a lista completa dos 50 melhores restaurantes do mundo

  • Divulgação

    Na foto, o chef Joan Roca, do nº1 do mundo "El Celler de Can Roca", na Espanha

R. : Na sua opinião, o que um restaurante precisa oferecer hoje em dia para ser considerado “de luxo”?

W. D. : Certamente pratos de qualidade, serviço impecável e características inovadoras são elementos que qualquer um espera encontrar nos melhores restaurantes. Mas o conceito de luxo em gastronomia evoluiu com o passar do tempo. Hoje em dia, ele não se refere tanto a sinais óbvios de riqueza e ostentação (o preço dos ingredientes, aperitivos que levam ouro na receita...), e sim à exclusividade, ao tempo dedicado a encontrar certos produtos e a montar o prato para que ele seja único. O tempo também é encarado como luxo.

R. : Você poderia citar alguns exemplos?

W. D. : Há exemplos em continentes diversos: o Eleven Madison Park, em Nova York; o D.O.M, em São Paulo; o Narisawa, em Tóquio, e ainda o El Celler de Can Roca, em Girona, cidade próxima à Barcelona, na Espanha. Todas essas casas oferecem experiências à parte aos clientes.

R. : Há restaurantes e chefes que podem revolucionar a noção de gastronomia nos próximos anos?

W. D. : Sim e os exemplos são numerosos! Uma personalidade que promete e que nós, inclusive, premiamos em 2012 (na categoria “One to Watch”) é o chef Luke Dale Roberts, do restaurante Test Kitchen au Cap, na África do Sul. Seu estilo eclético e internacional nos agradou. Restaurantes formidáveis, incluídos em nossa lista dos 50 melhores restaurantes do mundo, estão na Ásia e na América do Sul. Entre eles, merece destaque o Ultraviolet, em Shanghai, e o restaurante Remanso do Bosque, em Belém do Pará. Esses estabelecimentos devem influenciar fortemente a cena gastronômica mundial. 

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