Receitas

Depois de veto a álcool, feira gastronômica já planeja novos endereços

Divulgação
O chef Checho Gonzales, um dos organizadores do evento gastronômico O Mercado Imagem: Divulgação

Anna Fagundes

Do UOL, em São Paulo

18/12/2013 17h59

Os organizadores da feira gastronômica O Mercado foram proibidos de vender bebidas alcóolicas durante o evento ocorrido no último domingo (15) no Modelódromo do Ibirapuera. 

De acordo com o chef Checho Gonzales, criador da feira, a ordem veio alguns dias antes do evento pela Secretaria Municipal de Esportes, que administra o Modelódromo desde setembro. "Não nos deram explicações, apenas disseram que não podia vender e ponto", diz.

Os expositores tiveram tempo de devolver as bebidas encomendadas, mas o prejuízo foi inevitável: Checho calcula uma queda de 30% a 40% no faturamento total da feira, que já tinha feito três outras edições no local sem problemas. "Os expositores viram o lucro ir embora. O pessoal trabalhou por trabalhar, para não deixar os visitantes na mão", diz. 

Novas regras
De acordo com nota oficial da Secretaria Municipal de Esportes, a proibição às bebidas no evento se deu devido à mudança de administração do Modelódromo. Anteriormente, o local tinha status de Clube da Comunidade, cuja regulamentação permitia comércio de alimentos e bebidas. Isso permitiu que as três outras edições da feira tivessem, por exemplo, expositores de cervejas artesanais

"O Modelódromo transformou-se em centro esportivo municipal em setembro de 2013 após denúncias de irregularidades feitas no início do ano", explica a Secretaria de Esportes. Com a alteração da administração, passou a valer o regulamento dos centros esportivos, onde a venda de álcool não é permitida durante eventos. 

A proibição, porém, não se estendeu ao entorno do Modelódromo: nem uma viatura da Guarda Metropolitana dentro do local impediu que ambulantes se instalassem ao redor do evento vendendo justamente bebidas alcoólicas. "Tinha até um bar de caipirinha do lado de fora", diz Checho.

"Quando viram que as pessoas estavam entrando com bebidas, queriam que eu orientasse os seguranças do evento a dizer que era proibido. Ou seja, queriam que a gente fizesse o trabalho deles", diz o chef.

Mudança de itinerário
Checho faz questão de frisar que eles não foram proibidos de fazer eventos no local. "Mas existiram tantas restrições da secretaria que acabou inviabilizando tudo. Não dá pra fazer pela metade, tem que ficar legal", diz. 

Para 2014, a festa gastronômica ocupará cinco endereços diferentes. "Desde o princípio o projeto era para ser itinerante, não dá para ficar na zona de conforto em uma área elitizada", reconhece o chef.

A feira retornará ao Mercado Municipal de Pinheiros e para a Mooca, mas também irá se instalar em locais novos. "Estamos negociando a participação no Parque da Água Branca e no Centro Cultural Vergueiro. Se tudo der certo, começamos em março, depois das chuvas". 

Não vai ser por falta de interessados que o evento deixará de funcionar: segundo Checho, a lista de espera para expositores passa de cem pessoas, "sendo que pelo menos uns 60 são de doces". As vagas vão sendo preenchidas conforme a demanda do evento.

"Até passamos por antipáticos, mas a prioridade é de quem fechou com a gente lá no início. Tento dar sempre uma equilibrada: se entrou uma barraca com doces, procuro contrabalançar com um vegetariano", conta.

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