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Onda de calor põe em risco produção de vinhos na França

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Vinhedos em Châteuneuf-du-Pape, na França, estão em perigo por conta do calor excessivo Imagem: Getty

14/01/2014 15h14

Não é só por aqui que o calor causa problemas. Os verões cada vez mais quentes na Europa estão afetando a produção de vinhos na França -a ponto de um representante dos vinicultores sugerir a adição de água na bebida para equilibrar o alto teor de álcool resultante do clima excessivamente quente.

O vice-presidente da associação de produtores da região do Rhône, Michel Chapoutier, mencionou em um evento oficial em Londres esta semana que talvez o futuro de vinhos como o Châteauneuf-du-Pape esteja nas mãos de uma alteração simples: adicionar água na produção para compensar a evaporação de líquidos na fruta.

Vinhos como o Châteauneuf-du-Pape dependem de uvas do tipo Grenache, que demoram para amadurecer e que por vezes não se desenvolvem como deveriam por conta das ondas de calor que acometem o país. Com isso, o nível de açúcar das uvas aumenta e o tanino fica mais pronunciado. 

Tais uvas acabam-se produzindo vinhos com teor alcoólico de até 17%, considerado muito alto. A bebida dessa região tem em geral 13 a 15 % de álcool. 

Driblando o calor
“Fizemos alguns experimentos e descobrimos que adicionar água ao vinho realmente resultou em safras melhores”, disse Chapoutier. A lei não permite essa manobra ainda, mas o representante dos produtores não parece preocupado. “A associação dos vinhos franceses diz ‘o que os críticos de vinho vão dizer disso?’. Mas vinhos com 17% de álcool não fazem sentido”, disse ele ao jornal inglês ‘Financial Times”.

“Sou a única pessoa que está falando disso. Muitos produtores já fazem isso e acho que devíamos legalizar a prática. É o futuro do vinho. Não dá para fazer Châteuneufs com 17% de álcool. Temos que ter coragem para defender este ponto de vista”.

Alguns produtores têm driblado o problema das uvas Grenache aumentando a quantidade de outras uvas na produção, equilibrando assim o nível de álcool. O problema apontado por especialistas é que a vinicultura é um negócio a longo prazo e não é possível simplesmente trocar a receita de um vinho de uma hora para outra.

Por enquanto, a principal preocupação dos produtores de Châteuneuf é que a temperatura siga subindo nos próximos verões, o que poderia fazer com que as plantas retardem seu crescimento ou simplesmente parem de amadurecer, o que seria um desastre para as próximas safras de vinho.

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