Receitas

Sal grosso é indispensável; veja mais dicas de eliminadas do "Masterchef"

Montagem/UOL
Isabella (esq.) gosta de cozinhar frutos do mar; Bianca (dir.) é craque em massas Imagem: Montagem/UOL

Celina Cardoso

Do UOL, em São Paulo

28/10/2014 13h20

As mãos de unhas curtas e sem esmaltes de Bianca Betolaccini e Isabella Britto revelam o interesse pela cozinha que nasceu ainda na infância, vendo as mulheres de suas famílias cozinharem. Eliminadas do "Masterchef", reality show de gastronomia veiculado pelo canal Bandeirantes, ambas se inscreveram no programa a conselho de amigos para testarem seus conhecimentos culinários.

Para as duas, participar da produção foi uma verdadeira escola. “Eu aprendi a ouvir, ter disciplina, filetar peixe e reaprendi sobre gastronomia”, conta Bianca. “Hoje dou mais valor à comida. O programa me ensinou a tratar bem o alimento que a gente está manuseando, a não desperdiçar, e que a gastronomia é uma profissão que merece muita dedicação”, afirma Isabella.

Bianca e Isabella pensam em abrir negócios relacionados à culinária, mas ainda estão formatando suas ideias. “Comecei um blog. Eu criava as receitas no olho, sem anotar nada. As pessoas me perguntavam sobre elas e eu não as tinha”, diz Isabella.

“Quando fui eliminada, fiquei com vontade de sair vendendo comida na hora, igual a Raquel, da novela ‘Vale Tudo’. Depois, pesquisei sobre o que é preciso para abrir um negócio do setor de alimentos”, conta Bianca, que aceitou convite para trabalhar no Espaço Clandestino, da chef Bel Coelho.

Sal grosso e azeite bom
Na cozinha, ambas dão importância a ingredientes frescos. “Estou muito interessada no movimento ‘slow food’, que prega a apreciação da comida, cozinhar direito, chama atenção para a questão dos fornecedores, que devem estar a até 20 km de distância. Cria-se um círculo”, afirma Bianca.

“Eu gosto muito de profissionais que valorizam o produto fresco. Acho que a Paola Carosella é um deles, gosto do jeito que ela cozinha. O Alex Atala está com um movimento nesse sentido, de usar orgânicos, valorizar o que está em volta”, diz Isabella.

Além dos alimentos frescos, tanto Bianca quanto Isabella têm ingredientes sem os quais não ficam. “Na minha cozinha não falta azeite bom, que não significa caro. Ele deve ser a primeira extração e ter boa acidez, como diz o rótulo. E sal grosso, porque é mais puro", explica.

Henrique Fogaça (esq.), Paola Carosella e Erick Jacquin são os jurados do programa

Ela explica que na hora de cozinhar um macarrão, coloca bastante sal grosso na água do cozimento. "Na massa, por exemplo, ele é ótimo. Mas é preciso ter cuidado ao usá-lo”, ensina. Depois de cozido, basta escorrer, sem passar pela água fria. “Daí você serve com um fio de azeite e queijo ralado. Na cozinha, eu acho que menos é mais”, finaliza.

Isabella também concorda que o sal grosso é um dos ingredientes essenciais na hora de preparar um bom prato. “Gosto muito de pimenta branca, ela é mais leve que a preta. Mas deve ser moída na hora porque é mais fresca”, diz. “Quando vai fazer um bife, por exemplo. Você pega uma carne de boa qualidade, corta, deixa a frigideira bem quente. Então "sela" (doura) a carne sem tempero algum e depois tempera com um pouco de sal grosso e pimenta branca moída na hora. Fica uma delícia”, conta.

Arroz do seu jeito
Nascida em Vitória, a capixaba também dá dicas para preparar uma boa moqueca. “Eu gosto muito de posta de robalo para fazer o prato", afirma. "Mas o segredo é a panela de barro. A moqueca está virando patrimônio cultural e tradicionalmente é preparada nesse tipo de recipiente, que dá um sabor diferente. E o peixe deve ser fresco, é claro", completa.

Na hora de preparar o arroz e feijão do dia a dia, cada uma tem sua receita. “Arroz cada um faz do seu jeito. Eu adoro o feijão da minha avó, que é o mais fácil do mundo: você coloca água, feijão, metade de uma cebola, um dente de alho descascado e machucado em uma panela de pressão. Cozinha e pronto”, explica Bianca.

“Eu não lavo o arroz porque ele já vai ferver. Refogo o alho fresco fatiado e sei que ele está no ponto quando me aproximo dele na panela e o aroma sobe, mas sem fazer o olho arder. Daí uso no arroz e no feijão, que depois de cozido, eu refogo junto com azeite e uma folha de louro”, diz Isabella.

As duas acreditam que a criatividade e a dedicação são importantes para quem quer ser um bom cozinheiro. “Gostar de comer já é um bom começo. Pesquisar, estudar, analisar porque o prato é feito daquele jeito e seguir sua intuição ajuda bastante”, conta Bianca. Para Isabella, o dom é o mais importante. “Muito estudo e dedicação também são necessários”, completa a capixaba.

Apesar de experientes, ambas já passaram poucas e boas na cozinha. “Eu derramei uma panela de óleo quente na perna. Hoje tenho um respeito absurdo pelo fogão”, conta Bianca.

“O maior perrengue que eu passei na cozinha foi a minha eliminação no "Masterchef". Eu estava muito nervosa, preparando um prato que não é minha especialidade e acabei me atropelando. Também já arranquei um pedaço do dedo. Depois disso, considero uma faca afiada a melhor amiga de um cozinheiro”, diz Isabella.

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