Receitas

Restaurantes apostam em peças divertidas como uniforme

Fernanda Meneguetti

Do UOL, em São Paulo

19/11/2014 20h59

Foi-se o tempo que garçons, maîtres e cumins viviam apenas com figurino de "pinguins": calça preta, camisa branca e gravatinha borboleta. Hoje há marcas  e estilistas desenvolvendo uniformes  e acessórios que vão de aventais a blusas e camisetas com slogans divertidos. O motivo, aparentemente, é o mesmo: identificar e, ao mesmo tempo, diferenciar a equipe da casa.

Quando o Loi Ristorantino, nos Jardins, ainda estava no papel, o chef Salvatore Loi e o empresário Ricardo Trevisani já sabiam que queriam um ambiente elegante, clean, com cores neutras. No salão, o serviço seria comandado por maîtres e sommeliers. “Se os nossos garçons iriam ser diferentes dos de outros restaurantes, logicamente eles deveriam se apresentar de forma condizente com o estilo do lugar. Então encomendei o visual ao João Camargo, da tradicional Alfaitaria Camargo”, justifica Trevisani. Foi o mesmo princípio que levou Carlos Alberto Filgueiras, do Hotel Emiliano, a encomendar terninhos personalizados ao célebre estilista Ocimar Versolato.

Ambientes propositalmente informais também seguem o gesto. Peça básica de qualquer armário, o fato é que em muitos lugares a camiseta acabou substituindo de forma casual as antigas e clássicas camisas, mas com a assinatura de estilistas famosos, como Fause Haten, que estampa um tigre de óculos no uniforme do bar Tigre Cego, na Vila Madalena. Outras casas, apostam em temas variados para mudar a cara das roupas.

O pastifício Pastagrano, por sua vez, usa uma frase de Federico Fellini para falar de seu ofício (“La vita è una combinazione di magia e pasta”, ou em português, "a vida é uma combinação de magia e macarrão"). Nos botecos Veríssimo, Botica e Quintana, a sambista Dona Inah está estampada nas camisetas exibidas nas tardes de feijoada em que canta nas casas. 

Chef do Noname Boteco, em Pinheiros, o coreano Jae Kim trabalhou por anos como estilista em Nova York. Por isso, para ele o look da equipe também era uma preocupação. “Queríamos uma atmosfera despojada, de um boteco que se preocupa com a comida e com a apresentação, mas não de forma ostensiva. Um pé-sujo com estilo”, explica ele, que criou camisetas com dizeres irônicos como “Tomorrow I will be famous” ("Amanhã serei famoso") e “Drunk enough to say I love you” ("Bêbado o suficiente para dizer que te amo"), entre outras.

Linha moderna
Aventais e acessórios também começam a ser mais vistos pelos salões da cidade. Um bom exemplo está no Mesa III, pastifício da chef Ana Soares. A linha moderna e autoral foi assinada por sua filha, Valentina. “Quando estudava arquitetura, desenhava uniformes como hobby. Depois, fiz um curso de moda e toquei o projeto de uniformes para a minha mãe. As peças começaram a ser reparadas e encomendadas”, conta a jovem estilista. Foi assim que nasceu sua confecção, a Fardaria, que também desenha o figurino do contemporâneo Tuju, na Vila Madalena.

Se a funcionalidade da roupa é essencial, a argentina Ana Maria Massochi, dona das casas Martín Fierro, La Frontera e Jacarandá, adota nesta última uma boa estratégia: uma cartucheira sob medida acoplada ao avental serve para portar caneta, saca-rolhas e comandas. 

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