Receitas

Bolinho de arroz é versátil e amado no mundo todo

Fernanda Meneguetti

do UOL, em São Paulo

27/04/2015 07h30

Arroz cozido, ovo, farinha de rosca, queijo ralado e ervas frescas. Essa é a fórmula básica – e bem sucedida – de um bolinho de arroz. A partir dela as variações são infinitas.

Popularmente, a crença e o costume é usar o arroz do dia ou da refeição anterior frio (senão gelado e portanto mais firme), juntar um ovo e quiçá um pouco de leite para dar liga, salpicar com parmesão ou mussarela (ou gruyère, gorgonzola, minas padrão, provolone...) ralado, temperar com salsinha (e cebolinha, alecrim, orégano ou o que mandar o coração), formar bolinhas ou cilindros (com as mãos ou com a ajuda de duas colheres) e passar na farinha (de preferência de rosca). Daí a massa vai para o óleo quente, mas não pelando – senão o bolinho acaba tostado por fora e sem cozinhar por dentro. Voilà: obra-prima da culinária caseira.

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O bolinho da foto leva queijo gruyère, que pode ser substituído por gorgonzola Imagem: Divulgação
O bolinho de arroz pode ser considerado o pretinho básico dos quitutes: aceita uma série de ingredientes para valorizar o look, faz bonito em casa e em restaurante e, até pela versatilidade, é uma receita difícil de enjoar. “É possível incrementar o bolinho usando um queijo diferente, como o gorgonzola, ou adicionar um embutido, como o presunto cru na massa”, ensina o chef Amilcar Azevedo, no restaurante Nou. “Só não recomendo trocar o arroz, o agulhinha tem menos amido e garante uma consistência perfeita”, complementa.

Do Oriente para cá
“Nas casas do Japão, um snack muito comum é a fritura do arroz que sobra com um pouco de farinha servida com um molhinho adocicado de shoyu”, conta o chef Fernando de Souza, do Tian, que usa a mesma técnica e um pouco de salmão na porção de poke.

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A versão coreana leva dois tipos de arroz e feijão e não é frita Imagem: Divulgação

Na Coreia do Sul, o petisco também aparece: “Chamamos de Oh Gok Bap e servimos no feriado da Lua Cheia. Ele representa vida longa e próspera e deve ser dado para três vizinhos”, revela Lilian Hwang, proprietária do Miso Restaurante e do Tanka.

Suppli x Arancini
Em Roma, o ícone dos quitutes é o supplì. Um bolinho de risoto com molho de tomate e mussarela encontrado em qualquer pizzaria. Por aqui, ele aparece n’A Pizza da Mooca: “A base é um risoto com molho e não com caldo feito para essa finalidade, não é a sobra como em boa parte da Itália”, explica o chef Fellipe Zanuto, que faz a comparação com o arancino, a versão siciliana do petisco. 

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O bolinho siciliano pode ter recheios como frutos do mar, vegetais e carne moída Imagem: Divulgação
O nome vem de uma laranja arredondada, daí o formato do bolinho: “Assim como o nosso bolinho de arroz, o arancino é democrático: sobrou carne ou linguiça do churrasco? Pique bem, refogue com cebola, alho, especiarias e acrescente cerveja. Misture com mussarela e lá está um recheio!”, diz o chef siciliano Manu Cassaniti, idealizador da Bocconcini, um bufê com barraca fixada na Feirinha Gastronômica Butantan Food Park e dezenas de variações da receita, “que só pode ser feita com arroz italiano, arbóreo ou carnaroli”.

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