Receitas

Uísque na coqueteleira: destilado ganha bartenders e apreciadores

Fernanda Meneguetti

Do UOL, em São Paulo

08/05/2015 17h09

Entre nós, brasileiros, é uísque com “u” mesmo. Para escoceses, canadenses e boa parte do globo, é whisky. Para americanos e irlandeses, whiskey, com um “e” que pouca gente percebe. A grosso modo, uísque é um destilado feito a partir de grãos fermentados (trigo, centeio, cevada e milho) e envelhecido em barris de madeira.

Primeira parte da lição dada, anote: bourbon é a versão ianque da bebida, com pelo menos 51% de milho; single malt é o produto de uma única destilaria, que usa cevada maltada como o único grão, enquanto um blended é resultado de diferentes single maltes misturados. Todos podem ser tomados no melhor estilo cowboy (puro), "on the rocks" (com gelo) e, sem nenhum preconceito, também em coquetéis.

Tadeu Brunelli/Divulgação
Criado durante a Lei Seca nos Estados unidos, o Scofflaw é um drinque cítrico Imagem: Tadeu Brunelli/Divulgação

Estilo Mad Men
Boa pinta e bom bebedor, Don Draper, protagonista de "Mad Men" (exibido pelo canal a cabo HBO), que retrata os anos 1960 através da história da publicidade, impulsionou mundo afora o retorno de coquetéis tidos como antiquados até poucos anos atrás.

É o caso do Manhattan e do Old Fashioned, por exemplo, ambos com bourbon e Angostura – às vezes junto com vermute tinto ou club soda e quase sempre com uma cereja acompanhando.

“Por ser o uísque tradicional americano, o bourbon tem dado origem a muitos drinques, já que a mixologia ferve nos Estados Unidos”, diz o consultor de bar Márcio Silva.

“Semelhante ao que aconteceu com o Negroni, a popularidade da mixologia ajudou o retorno do bourbon e de clássicos como o Boulevardier, feito com Campari, e o Scofflaw, com vermute seco e romã”, acredita James Russel, o mestre destilador (ou responsável pela composição das bebidas) dos bourbons Wild Turkey. “Todos esses drinques foram criados na época da Lei Seca (proibição do álcool de 1920 a 1933 nos Estados Unidos) e agora estão na moda novamente”, complementa.

Kiko Ferrite/Divulgação
Single maltes também estão em coquetéis, como este com água tônica Imagem: Kiko Ferrite/Divulgação

Vale tudo
Nicola Pietroluongo, embaixador da multinacional de bebidas Diageo, acredita em um momento de redescoberta: “Com aromas e paladar mais complexos, os uísques criam experiências ainda mais marcantes na coquetelaria. Cabe ao bartender entender a complexidade, equilibrar os ingredientes e ressaltar o potencial da bebida”. Coisa que profissionais como Talita Simões, do bar Side, faz ao defumar bourbon, e Alê D’Agostino, do Spot, ao unir o uísque blended a um rum premium, por exemplo. 

Apesar dos single malts serem normalmente mais caros e terem notas mais sofisticadas ao paladar -como as defumadas- eles também não se fazem de rogados diante da coqueteleira. “Os single malts podem ser apreciados puro, com gelo, com água ou em um coquetel, como o clássico Rusty Nail. Num bom drinque, mesmo com a interferência de outros ingredientes, continuamos a apreciar seus sabores e aromas”, ensina Christiano Protti, embaixador do single malt escocês Glenfiddich.

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