Receitas

Tudo nos detalhes: crítico conta o que chama a atenção ao avaliar endereços

Mastrangelo Reino/Folhapress
O crítico gastronômico Josimar Melo Imagem: Mastrangelo Reino/Folhapress

Anna Fagundes

Do UOL, em São Paulo

02/12/2015 18h58

O que procura um crítico de restaurantes quando vai a um novo endereço? Após 24 anos editando o guia gastronômico que leva seu nome, o jornalista Josimar Melo ainda se atenta aos detalhes antes mesmo de provar os pratos. E nada escapa, nem mesmo o menu.

“Cozinhar bem é difícil, mas escrever o nome dos pratos no cardápio não é: basta olhar no dicionário!”, diz. “Você nota nestes detalhes que os donos não são cuidadosos”.

Conhecido do público por sua coluna no jornal “Folha de S. Paulo” e parte do corpo de jurados que escolhe os 50 melhores restaurantes do mundo no ranking da revista inglesa "Restaurant", Josimar acredita que o patamar dos restaurantes mudou para a melhor desde a primeira edição do "Guia", em 1992. “Hoje, nós temos uma padronização, um serviço mais profissional, uma melhora na comida e no atendimento, na oferta de produtos e de vinhos”.

O que não significa que não há espaço para aperfeiçoamento. Perguntado o que um frequentador comum de restaurantes deve notar quando visita uma casa, ele dá um exemplo: “Quando você chega à mesa e o garçom já pergunta se você quer ver a carta de vinhos, você já percebe que há um despreparo da equipe. Você primeiro escolhe o prato e depois escolhe o vinho que vai acompanhar. Fica parecendo desespero para empurrar o produto mais caro”.

Viridiana Brandão/facebook.com/josimar.melo.14/
Capa da edição 2016 do "Guia Josimar", que avaliou 629 restaurantes Imagem: Viridiana Brandão/facebook.com/josimar.melo.14/
No futuro
Outra mudança no perfil da gastronomia em São Paulo foi a maior valorização da culinária brasileira. “Quando comecei o ‘Guia’, os melhores restaurantes de São Paulo eram franceses ou italianos: era o Le Coq Hardy, o Massimo... Você não via nada de comida brasileira. Na última edição do guia, das quatro casas com a maior pontuação, dois são de cozinha brasileira contemporânea, o D.O.M. e o Maní. E isso é uma mudança considerável”.

A edição de 2016, lançada na última segunda-feira (30), avaliou 629 restaurantes e 155 bares e cafés paulistanos. E, dentre eles, qual o restaurante favorito do crítico? Depende do momento, Josimar explica. “A vantagem de São Paulo é que a cidade tem uma grande oferta de restaurantes para toda ocasião. Sempre tem alguma coisa”, diz.

“O restaurante depende muito da situação – quando estou com o meu filho de cinco anos, por exemplo, tem lugares que são divertidos para os dois e outros que seriam um desespero para ele. Existem lugares deliciosos, mas que não são necessariamente de alta gastronomia”.

Para 2016, os projetos não param – além da versão eletrônica do “Guia”, Josimar planeja uma multiplataforma para reunir seus projetos. “Quero colocar um site mais centralizador com tudo o que eu faço: o guia, as colunas para a “Folha de S. Paulo” e outros materiais”, explica. Também está nos planos um retorno à televisão – o crítico já esteve nas telinhas com o programa “O Guia”, exibido no canal a cabo NatGeo em 2010. “Já tenho uma nova temporada desenhada, depende apenas do patrocínio”, explica.

SERVIÇO
"Guia Josimar 2016"
Ed. DBA, 240 páginas.
Preço sugerido: R$ 35

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