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Guerra, distração...Descubra origem de algumas de suas guloseimas favoritas

Camila Ciarallo e Anna Fagundes

Do UOL, em São Paulo

14/01/2016 17h17

A cozinha é um laboratório onde tudo pode acontecer - e às vezes, por conta de erros, falta de ingredientes ou pelas circunstâncias econômicas, pratos novos acabam surgindo e ganhando as mesas do mundo todo. 

Seja com doces agora clássicos ou ainda com guloseimas que todo mundo adora - como barrinhas de cereais ou Nutella - o fato é que, quando o acaso e a necessidade entram na receita, os resultados podem se tornar excelentes. Confira a seguir algumas delícias com origens inusitadas:

Thinkstock
Imagem: Thinkstock

Barras de Cereais 
As conhecidas barras de cereais, que salvam a maioria das dietas hoje em dia, têm origem militar. No livro "Combat-Ready Kitchen: How the U.S. Military Shapes the Way You Eat" (ainda sem edição em português), Anastacia Marx de Salcedo conta que o produto foi inventado para serem uma espécie de ração de emergência para soldados do Exército norte-americano Por isso, elas tinham em média 1.400 calorias, para matar a fome e dar energia a soldados que não tivessem mais refeições prontas disponíveis. Atualmente, elas têm bem menos calorias, mas ainda assim ajudam a dar energia por certo tempo.

Getty Images
Imagem: Getty Images

Tarte Tatin
A torta de maçã com um topo de frutas carameladas foi um engano que ficou melhor do que a receita original. O doce teria sido criado pelas irmãs Stéphanie e Caroline Tatin, donas de um pequeno hotel a 160 km de Paris. Stéphanie, que era encarregada da cozinha, teria começado a fazer uma torta de maçã mas, atrapalhada com a quantidade de trabalho, acabou servindo o doce com o recheio no topo ao invés de coloca-lo na parte de baixo.  Se a história é verídica ou não, o fato é que a torta das irmãs Tatin se tornou rapidamente um sucesso no hotel e ganhou a França - e, depois, todo o mundo. 

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Imagem: Getty Images

Cheetos
O salgadinho de queijo foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial, quando o Exército norte-americano vendeu um grande carregamento do chamado Wisconsin Cheddar, um pó de queijo usado pelos soldados para temperar comidas, para Charles Doolin, dono da Frito Company, uma empresa de salgadinhos. O pó surgiu devido a necessidade de diminuir o tamanho e peso das comidas utilizadas durante a guerra - inclusive queijos, que ao perderem sua parte de água, viraram um pó. Doolin comprou todo o carregamento do Wisconsin Cheddar já pensando em uni-lo à sua invenção: uma massa frita à base de milho e água.

Carol Gherardi/UOL
Imagem: Carol Gherardi/UOL

Picolés
Impossível imaginar o verão sem picolés, certo? Pois devemos a invenção do produto à distração do norte-americano Frank Epperson. Ele deixou um copo de suco - com um palito para mexer a mistura - na varanda de casa em uma noite fria. Quando foi resgatar o copo na manhã seguinte, a bebida tinha congelado. Anos mais tarde, ele usou o mesmo princípio para criar os primeiros picolés, em 1923. 

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Imagem: Getty Images

Nutella
Creme de chocolate era uma iguaria conhecida -e querida- na Itália. No entanto, quando o chocolate começou a ser racionado no país durante a Segunda Guerra Mundial, o preço do produto se tornou proibitivo. A família Ferrero, da região de Alba, decidiu contornar a situação criando uma mistura de creme de amêndoas, açúcar e um pouco de chocolate. O produto, a princípio, era vendido sólido, no formato de barras; depois, foi transformado em uma pasta e ganhou o nome de Nutella. 

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