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De cebola à comida de avião: o que os chefs jamais comem

Bruno Poletti/Folhapress/Gui Gomes/Folhapress/Divulgação/Lucas Lima/UOL
Da esq. para dir.: Carlos Bertolazzi, Carole Crema, Lucas Corazza e Danielle Dahoui Imagem: Bruno Poletti/Folhapress/Gui Gomes/Folhapress/Divulgação/Lucas Lima/UOL

Do UOL

14/04/2017 04h00

Apesar de fazerem a alegria dos clientes com seus deliciosos pratos, existem alguns alimentos que nem os top chefs de cozinha consomem. Grande parte dos cozinheiros consultados pela reportagem não gosta de peixes ou de miúdos --órgãos internos dos bovinos. No entanto, há até quem não come comida de avião nem o tão adorado lanchinho da tarde. Leia os depoimentos a seguir e entenda os motivos:

Carlos Bertolazzi, chef do Zena Caffé (SP) e apresentador do reality “Fábrica de Casamentos” (SBT)

“Eu não como comida de avião, porque gosto de dormir durante o voo. Então, eu procuro fazer uma refeição leve antes. Quando acordo, às vezes, pego um pão e manteiga, mas eu realmente privilégio o sono. E a única coisa que eu realmente não gosto mesmo é de dobradinha. Não consigo! Não gosto da textura, do sabor... De resto, como qualquer coisa. Até rim e língua.”

Lucas Corazza, jurado do programa "Que Seja Doce" (GNT)

"Não tenho nenhuma restrição à comida, mas tem um tipo de carne que nunca gostei de comer: salmão. Não consigo. Desde que descobri que grande parte da sua cor é induzida através da alimentação, pois não é salmão nativo, parei de consumir."

Oscar Bosch, do restaurante Tanit, em São Paulo

“Como de quase tudo. Não tenho restrições a nenhuma carne, tempero ou produto. Só cebola crua que não consigo. Ela mata o sabor dos outros ingredientes e o gosto fica na boca depois. Eu até uso cebola nos preparos do restaurante, mas crua ela não aparece em nenhum dos pratos.”

Danielle  Dahoui, chef do restaurante Ruella, em São Paulo

“Eu como de tudo, mas rim não suporto. E descobri da pior forma possível. Estava com meu ex-marido no começo dos anos 90, em um super restaurante estrelado na Borgonha [França], aí o chef veio à mesa e disse que enviaria um menu degustação com todas suas especialidades. Eis que depois de vários pratos maravilhosos chega a especialidade: “roion”. Eu não fazia ideia do que era, mas dei uma garfada feliz e cheia de expectativas. Era rim! E o pior: tive que comer, pois o chef estava ao meu lado todo entusiasmado, para ver minha reação. Foi horrível. E inesquecível... Mas ninguém me pega nessa de novo!”

Luís Espadana, chef da Tasca da Esquina, em São Paulo

“Adoro utilizar diferentes tipos de peixe nos pratos, mas não gosto de atum enlatado. Não suporto o cheiro nem o sabor!"

Katita Barbosa, chef do Aconchego Carioca, no Rio de Janeiro

“Não como dobradinha em hipótese alguma. É um prato feio, a gente come e parece que está mastigando um chiclete. O cheiro me incomoda, lembra a minha infância, quando a minha mãe fazia para a gente comer. Só de pensar, lembro do cheiro. Também não como rim. Miúdos, no geral, eu odeio por causa da textura. Nem se estiver morrendo de fome eu como. E a gente está em um momento estranho da culinária, porque agora mundo acha legal fazer miúdo e o que eu não gosto de comer eu não sirvo no meu restaurante.”

Carole Crema, chef confeiteira do La Vie en Douce e jurada do "Que Seja Doce"

“Apesar de gostar muito de comida japonesa, não gosto de tofu. Acho que não tem sabor e a textura não me agrada."

Gustavo Rozzino, chef do Tonton e do recém-inaugurado Sandoui, em São Paulo

"Não posso ver bife de fígado de boi. Quando era pequeno, não podia sair da mesa até terminar, sendo que eu detestava o bife. Mas tinha que comer, não tinha o que fazer. Resultado: peguei trauma!"

Renata Vanzetto, do Marakuthai e do MeGusta, ambos em São Paulo

“Não como kani-kama de jeito algum. Quando era criança, comia muito, porque minha mãe não sabia cozinhar e sempre fazia algo com kani para dar uma incrementada. Também não vou se me chamarem para um lanchinho. Tenho medo dessa palavra! Minha mãe sempre fazia uma lanchinho para o jantar --pão com presunto e queijo. Quando ouço a palavra, sempre me vem essa memória.”

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