Médico mineiro inventa "pururucador" e faz um leitão assado de dar água na boca

Da Redação

Durante a semana, ele é médico. Atende dezenas de pacientes todos os dias em seu consultório na cidade de São João del-Rei (MG). Mas, na primeira conversa que se tem com o Dr. Luiz Ney, já dá para perceber que a roupa branca que ele mais gosta de vestir é seu dólmã de chef de cozinha que, geralmente, sai do cabide aos sábados e domingos.

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    "Com o aparelho, eu consigo fazer pururuca em todos os cantos que têm pele", diz o Dr. Luiz Ney

Em sua pousada, a Vila Paolucci, que fica em um canto da Mata Atlântica na pequena cidade de Tiradentes, onde ele mora e costuma receber convidados -previamente agendados- para saborear um prato cheio de segredos e sabor exclusivo: o Leitão à Pururuca do Luiz.

“São sete dias marinando em um tempero de quase 20 ingredientes diferentes, e sete horas assando”, resume, referindo-se aos leitões, ou melhor, leitoas ("menos gordurosas") que ele mesmo seleciona de um produtor rural da região para o preparo especial.

Mas o ponto alto é o último detalhe do processo, o "pururucador", que faz com que a carne fique crocante por fora e macia por dentro. “Meu avô foi quem me ensinou a gostar de leitão assado. Desde os 7 anos, eu ficava reparando como era o preparo. Mas ele fazia de um jeito pouco prático, colocando a carne na brasa para a pele ficar crocante. Por isso inventei o 'pururucador', um bastão feito de cerâmica, movido a gás, que ajuda a tostar a pele da carne ao ser passado sobre a peça", conta.

Luiz garante ainda que, além de o manuseio ter se tornado mais simples, até o sabor melhorou. "Quem prova jamais duvida disso!", diz, sem modéstia.

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